segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Um dia...

''Um dia aprendes a ter coragem para dizer que não dá mais. Aprendes a ter coragem para não insistir no que sabes que acabou. Aprendes a ter coragem, e força, para deixar ir.

Um dia aprendes a prometer, a ti mesma, a só deixar entrar quem quer mesmo ficar. E aprendes a manter a promessa de seres tu a tua prioridade, aprendes a carregar no botão que te obriga a dizer não ao mundo e sim a ti mesma.

Um dia aprendes a deixar de confundir egoísmo com amor-próprio, a deixar de te sentires mal por gostares muito dos outros, mas gostares ainda mais de ti.

 Um dia aprendes que vive mais feliz quem dá tempo a si mesmo para recuar, para cuidar de si, para despojar a razão e o coração, para «arrumar a casa» e conhecer melhor o que vive do lado de dentro.

Um dia aprendes o verdadeiro sentido da palavra frugalidade, e sabes que vive mais feliz quem dá tempo a si mesmo para ter a coragem de {se} reinventar e de recomeçar, uma e outra vez, «a zeros com a vida''.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Os signos femininos (na visão do homem)

PEIXES
“É uma mulher apaixonada. Por tudo! Um pouco como a “carangueja”, gosta de romantismo (mas não de gente melosa, é diferente). Não é muito de falar de si mesmo e dos seus problemas, parece que fica mais preocupada em entender e resolver o problema dos outros. O que é bom. Mas faz com que ela, que é meia emotiva, fique sobrecarregada. E pior, não reclame.As mulheres piscianas são apaixonadas pela vida. Acho que o problema da mulher de Peixes é ser meia ingênua às vezes, e por ser tão boa acaba por se prejudicar. Eu gosto das mulheres de Peixes, elas são aquelas raparigas, que mesmo que não pareça, são meigas em certo ponto e têm um óptimo abraço.”

E não é que é verdade? Identifico-me em quase todas as qualidades/defeitos/características descritas...

sábado, 28 de novembro de 2015

Mais um dia, mais uma boa acção

Hoje foi dia de ajudar os outros. Ajudar aqueles que mais precisam (bem, os que não precisam também foram ajudados, eu acredito nisso). A minha boa acção do dia passou por ser voluntaria numa causa nobre, o Banco Alimentar Contra a Fome.
Foram 3h e 30min longas mas cheias de experiência, de aprendizagem, de crescimento pessoal onde ainda houve espaço para algumas situações caricatas. É incrível o grande à vontade que as pessoas têm em mentir e a teimosia que têm em não ajudar. Uma simples contribuição ajudava bastante. Um simples pacote de massa, arroz ou até mesmo enlatados.
Será que estas pessoas não pensam que um dia podem ser elas a precisar?
Fez-me tanta confusão ouvir centenas de ''não''. Pessoas que viravam a cara ou simplesmente, a sua arrogância a falar mais alto, fingirem que não ouviam. Juro que não percebo mesmo a sociedade actual. Se Portugal apoia tantos países quando mais precisam porque não havemos, nós portugueses, ajudarmo-nos uns aos outros? Não consigo mesmo entender...

Há ainda a salientar algumas expressões/respostas que ouvi:
"É para os refugiados? Se for não dou."
"Ajudar? Não, nem pensar."
''Não preciso. Deixe estar."
"A minha mulher/o meu homem já está lá dentro já deve ter levado"
Para além da típica resposta dita por uma grande parte das pessoas "já contribui noutro hipermercado" (e eu penso: ''tudo bem, se já ajudou melhor. Mas vão passar o dia a andar de híper em híper?'')

E pronto, era esta pequena aventura que queria contar. Só mesmo para terminar, no que me toca sinto-me realizada por ter ajudado. É sempre bom saber que fomos úteis e que contribuímos para uma causa nobre. Quem não o fez e podia ter feito isso já fica na consciência de cada um.

Bom fim de semana


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

"Ela era muitas coisa"

Ela era muitas coisas. Era uma rapariga, segura, forte. Era capaz de enfrentar o mundo com aquele andar triunfante, real e poderoso. Ela tornava qualquer coisa na sua mente numa coisa completamente diferente. Nunca vi quem viajasse como ela viajava no pensamento. Tudo o que fazia transpirava magnificência. Quando andava, o cabelo saltitava pelos ombros. Ria-se distraidamente e sorria para as pessoas que conhecia. Tinha uma postura de mulher, sentava-se no café e brincava com os cabelos, pegava na chávena com as duas mãos para as aquecer e tapava a boca quando se ria demasiado alto. Quando se penteava, o cheiro do seu champô inundava a casa de banho e quando abraçava alguém, o seu cheiro ficava preso na roupa da outra pessoa.
Mas ela não era sempre assim. Ainda me lembro de a descrever como antes era. Insegura, diferente. Lembro-me a ver chorar num canto, sentada no chão tentando não ser ouvida. Ela era muitas coisas.

domingo, 16 de agosto de 2015

Um dia, o rapazinho deixou de a regar. Julgou que, de madura, não precisaria mais de água, como se, de alguma forma, a idade lhe houvesse trazido a mesma capacidade de auto-subsistência que ele, apesar de novo, já reconhecia em si próprio. Não a regou mais, nem lhe dirigiu as ternas palavras com que dantes, na sua crença, a fizera crescer mais e melhor, como lera num antigo livro de botânica oferecido pelo avô. Limitou-se a contemplá-la, apreciando, orgulhoso, a sua esbelta forma, gabando-a, sem pudores, aos outros miúdos da escola. E um dia, por desleixe, ingenuidade, jamais maldade (houvesse ele sabido...), o rapazinho viu a sua rosa morrer. A que dizia ser a mais bela, a que incitava cobiça alheia, a mesma que quis deixar de cuidar, transformando-a em mero objecto de deleite. Os demais gaiatos fizeram troça: "onde está a tua linda rosa agora?". Olhando, tristemente, através da densa névoa de um tenro e até então desconhecido lacrimejo, para as pétalas secas de cor escura, sem nelas reconhecer o brilho e a vivacidade de outrora, ele perguntou o mesmo. E, pela primeira vez, o petiz experimentou os espinhos de um profundo e sincero arrependimento.